Salvador: 461 anos de luz e poesia!
Capital do Axé, cidade da alegria,
de gente bonita, de gente que canta e encanta,
que brilha e agita.
Parabéns!!!
Sem mais palavras e sem querer "bancar" o poeta, melhor mesmo é colocar um poema de álguem que realmente saiba fazer poesia. Encontrei essa de Marco Ramos. Muito bacana!
Salvador
Marcos Ramos
Anoiteceu em Salvador,
Pessoas apressadas voltam para suas casas
Na esquina, há a pregação de um pastor,
E noutra, um anjo bate asas...
Itapoã ao cair da tarde acende sua luz
Na Barra, as pedras são cobertas pela maré
Na igreja o crente faz o sinal da cruz,
Soteropolitanos são pessoas de fé...
No Rio Vermelho o trânsito se faz confundir,
Enfrento aqui meu sufoco até a Boca do Rio
Ônibus, carros e buzinas a confluir,
Numa poesia que Jorge Amado não viu...
Pois há muita mulher cravo e canela,
E todas são como Gabriela, como Dona Flor
Descendo o pelourinho, ou no colorido das Janelas,
Jóias de Azeviche, da terra de Salvador...
Eu encontro-me nas tuas esquinas,
Mas sigo perdido por tuas calçadas
Mas vejo nos rostos de meninos e meninas,
A lembrança de tuas vidas passadas
Na Lapa há muito mais que andejos errantes,
Há filas de pessoas há espera de condução
Tem sorrisos, tem lágrimas, são vários os semblantes,
Muitas raças, no teu único pulsar de coração...
E quando cai cálida a madrugada,
Os casais em ti encontram o amor
Mas ainda há pessoas nas calçadas,
E a lua nua, te beija Salvador...
Há pessoas que com seu encanto se fascinam,
Nesta magia noturna, no silencio da cidade
Mas as luzes da manhã já te iluminam
Acendem-te para o mundo, escondendo sua idade...
E o sol funde-se no teu horizonte,
Fazendo-se aparecer na praia deserta
É o começo de mais um dia contente,
E assim novamente Salvador desperta...
segunda-feira, 29 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
O que é ser POP?

Eu e meus questionamentos! Mas ao lançar semana passada no Twitter a lista #JopaPopFest para evitar imitações ou plágios da festa que pretendo promover em Outubro para comemorar meu niver...
Peraí! Você leu isso mesmo? Jopa querendo comemorar o próprio niver? Isso é possível?
Não! É fim de mundo mesmo! Digamos que a teoria de que o mundo realmente acabará em 2012, e eu até não duvido que isso aconteça antes em virtude do descaso do Homem com a Natureza; tenho que aproveitar 2010. Mas enfim, esse não é o mérito deste post. O assunto é "Ser POP"!
O que é ser POP? Ser popular no Orkut? Twitter? FormSpring? Outras redes? Também! No meu caso nem ando com tantos seguidores e amigos nessas redes, mas posso apostar que as pessoas ao meu redor e amigos dos meus amigos já ouviram falar no Jopa! Aí vai a primeira dica pra se tornar popular: arrume um bom apelido! As pessoas não são apenas conhecidas pelo nome, ainda mais o meu que é comum: João Paulo!
Aí começam a se perguntar de onde surgiu o apelido ou como se pronuncia... Mas quando pegam a "manha"... Quem é Jopa? Àquele que conta piadas sem graça como "Relan"? Ou algo do tipo: Àquele que adora fazer uma pergunta cabeluda quando ataca de repórter? Bom! Chegamos a nossa segunda dica: sempre existe algo que vai lhe marcar ou que as pessoas vão associar a você!
Algumas pessoas vão até te julgar: "àquele cara adora aparecer". "Onde já se viu sair com um cocar de índio ou máscara do lobomau no Carnaval?" Eu não ligo! Gosto mesmo de aparecer! Falem bem ou falem mal! Com tanto que falem! Mais uma dica: quem não aparece não é lembrado! E se não é lembrado, sem dúvida alguma não é popular.
Agora só não esperem que eu saia vestindo coisas esquisitas como a Lady Gaga! Ou que me envolva em escândalos como a Amy Winehouse. Mas posso ser galanteador como o Elvis Presley ou divertido como o Charles Chapplin! Algo em comum entre eles? Sim! Marcaram e ainda marcam décadas de história da Cultura Pop!
Então, ao longo dos meses até outubro... irei falar de algo que chamou atenção nas décadas 10, 20, 30, 40... até os dias atuais!
Peraí! Você leu isso mesmo? Jopa querendo comemorar o próprio niver? Isso é possível?
Não! É fim de mundo mesmo! Digamos que a teoria de que o mundo realmente acabará em 2012, e eu até não duvido que isso aconteça antes em virtude do descaso do Homem com a Natureza; tenho que aproveitar 2010. Mas enfim, esse não é o mérito deste post. O assunto é "Ser POP"!
O que é ser POP? Ser popular no Orkut? Twitter? FormSpring? Outras redes? Também! No meu caso nem ando com tantos seguidores e amigos nessas redes, mas posso apostar que as pessoas ao meu redor e amigos dos meus amigos já ouviram falar no Jopa! Aí vai a primeira dica pra se tornar popular: arrume um bom apelido! As pessoas não são apenas conhecidas pelo nome, ainda mais o meu que é comum: João Paulo!
Aí começam a se perguntar de onde surgiu o apelido ou como se pronuncia... Mas quando pegam a "manha"... Quem é Jopa? Àquele que conta piadas sem graça como "Relan"? Ou algo do tipo: Àquele que adora fazer uma pergunta cabeluda quando ataca de repórter? Bom! Chegamos a nossa segunda dica: sempre existe algo que vai lhe marcar ou que as pessoas vão associar a você!
Algumas pessoas vão até te julgar: "àquele cara adora aparecer". "Onde já se viu sair com um cocar de índio ou máscara do lobomau no Carnaval?" Eu não ligo! Gosto mesmo de aparecer! Falem bem ou falem mal! Com tanto que falem! Mais uma dica: quem não aparece não é lembrado! E se não é lembrado, sem dúvida alguma não é popular.
Agora só não esperem que eu saia vestindo coisas esquisitas como a Lady Gaga! Ou que me envolva em escândalos como a Amy Winehouse. Mas posso ser galanteador como o Elvis Presley ou divertido como o Charles Chapplin! Algo em comum entre eles? Sim! Marcaram e ainda marcam décadas de história da Cultura Pop!
Então, ao longo dos meses até outubro... irei falar de algo que chamou atenção nas décadas 10, 20, 30, 40... até os dias atuais!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Salve Salve Raul Seixas
Se o saudoso Raul Seixas - um dos pioneiros do Rock no Brasil, estivesse vivo faria 65 anos em junho deste ano. Hoje comecei a ouvir algumas de suas canções e a que mais me chamou atenção foi "Por que".
Olha só a letra:
Porque
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho
Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que Deus criou o homem e não se arrependeu?
Por que que a crença no futuro é fatal e a serpente simboliza o mal?
Por que que tudo que é bonito está trancado no museu?
Por que que eu nasci assim e meu irmão assado?
Por que beber wisk-soda prá ficar animado?
Por que que o tempo
Deixa tudo prá trás
e sempre que você consegue quer mais?
Por que na hora do naufrágio cada um vai pro seu lado?
Por que que eu tenho uma caneta e não sei escrever?
Por que eu passo a noite inteira sem nada para ler?
Por que que a agulha da vitrola sumiu e o anúncio do cinema caiu?
Por que que eu faço essas perguntas sem ninguém prá responder?
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sim, tenho saudades
A um ausente (Carlos Drumond de Andrade)
"Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste"
"Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste"
Tenho saudades de tantas coisas que me foram arrancadas. Algumas delas, eu mesmo que arranquei. Outras foram decididas pelo Criador. E hoje eu até respeito a Vossa vontade. Àquelas que eu tive culpa... Não! Essas eu não entendo, nem me perdôo. E mesmo reconhecendo alguns erros é impossível voltar ao tempo. Impossível recolher marcas e lágrimas. Voltar ao passado é espalhar poeira. Sinto saudades de mim mesmo. Saudades de um "eu" que não sei quando voltará. Mas enfim... saudades são apenas saudades!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui

Uma nação com um pouco mais de vinte e sete quilômetros quadrados de área reduzida à esperança e castigada pelo sofrimento. O assunto da vez tem sido os devastadores tremores de terra no Haiti.
Como se não bastasse a dor da fome e do esquecimento por parte de outros países do continente americano, o povo haitiano não tem para onde ir. Alguns defensores e "viciados" em aquecimento global acreditam que a natureza resolveu reagir, mostrando quanto estrago pode fazer numa "mísera" nação. E ainda, eles justificam que trata-se de um aviso às grandes potências.
Mas qual seria esse aviso? "O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui", conforme a letra confusa de Caetano Veloso e Gilberto Gil? Não! Nada disso! O aviso está nas entrelinhas; na preocupação que tais potências tem que ter com países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Na cooperação, e acima de tudo, no desenvolvimento consciente: hoje pode-se ter tudo, amanhã são só destroços como no Haiti. Existe ainda uma outra fonte de pensamento que acredita ser necessário acontecer uma catástrofe para que um país possa se reerguer.
Esperamos que o Haiti não demore a isso, ou que até tenha sido, de forma paradoxa, "uma força da natureza" ao povo haitiano com a finalidade de atrair olhares dos países mais desenvolvidos à fome de uma nação destruída. Fome não só de comida, mas de ter dias melhores, e quem sabe um dia eles possam dizer: "O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui".
Como se não bastasse a dor da fome e do esquecimento por parte de outros países do continente americano, o povo haitiano não tem para onde ir. Alguns defensores e "viciados" em aquecimento global acreditam que a natureza resolveu reagir, mostrando quanto estrago pode fazer numa "mísera" nação. E ainda, eles justificam que trata-se de um aviso às grandes potências.
Mas qual seria esse aviso? "O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui", conforme a letra confusa de Caetano Veloso e Gilberto Gil? Não! Nada disso! O aviso está nas entrelinhas; na preocupação que tais potências tem que ter com países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Na cooperação, e acima de tudo, no desenvolvimento consciente: hoje pode-se ter tudo, amanhã são só destroços como no Haiti. Existe ainda uma outra fonte de pensamento que acredita ser necessário acontecer uma catástrofe para que um país possa se reerguer.
Esperamos que o Haiti não demore a isso, ou que até tenha sido, de forma paradoxa, "uma força da natureza" ao povo haitiano com a finalidade de atrair olhares dos países mais desenvolvidos à fome de uma nação destruída. Fome não só de comida, mas de ter dias melhores, e quem sabe um dia eles possam dizer: "O Haiti é aqui, o Haiti não é aqui".
Vamos rezar para o povo haitiano e quem sabe ajudá-lo de alguma forma.
Imagem: retirada da Internet
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
FELIZ 2010 A TODOS!!!

Faltam poucas horas para a chegada de um novo ano! Um ano que aparenta ser melhor que 2009, pois afinal de contas é o de dois mil e DEZ! E se até na escola, 10 era uma nota boa; não há de ser diferente no ano que estar por vir.
Assim, desejo que 2010 seja um feliz ano para todos nós. E por falar em "nós", que todos eles sejam desatados, que mal nenhum nos rodeie, que nossos inimigos sejam amigos ou que pelo menos nunca nos enxergue, que as cargas negativas sejam neutralizadas, que façamos as melhores escolhas sempre, que a "tampa" de nossa "panela" nos diga que apareceu e não passe despercebida (risos), e finalmente, que a inveja e o "zóio" grande sejam reduzidos a pó e levado pra bem longe das boas pessoas.
Porque ser uma boa pessoa faz bem! E no final de tudo, acaba sendo uma promessa ao ano que vai nascer... E quem sabe, como recompensa, a gente não tenha muito dinheiro no bolso, e saúde pra dar e vender!
Assim, desejo que 2010 seja um feliz ano para todos nós. E por falar em "nós", que todos eles sejam desatados, que mal nenhum nos rodeie, que nossos inimigos sejam amigos ou que pelo menos nunca nos enxergue, que as cargas negativas sejam neutralizadas, que façamos as melhores escolhas sempre, que a "tampa" de nossa "panela" nos diga que apareceu e não passe despercebida (risos), e finalmente, que a inveja e o "zóio" grande sejam reduzidos a pó e levado pra bem longe das boas pessoas.
Porque ser uma boa pessoa faz bem! E no final de tudo, acaba sendo uma promessa ao ano que vai nascer... E quem sabe, como recompensa, a gente não tenha muito dinheiro no bolso, e saúde pra dar e vender!
FELIZ 2010 PRA VOCÊ E SUA FAMÍLIA!!!
Imagem: retirada na internet
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Um dia triste

Lá fora faz frio. Aqui dentro também! O vazio é gritante e não há nada que possa deixá-lo mudo. Algumas pessoas fazem um balanço de sua vida no nascer de um novo ano. Há dois anos atrás eu adotei a mania de também fazer no dia dos mortos.
No dia que apesar de ter um sol lá fora bonito, é frio por dentro e por fora. É rasteiro e lhe deixa pensativo. Você começa a pensar nas suas próprias mortes. Nas pessoas queridas que vão... Nas decisões que podiam ser avaliadas como erradas, outras sem opção... ou sem ter dado opção ao mundo ao seu redor.
São dores... são passos levados pelo mar... é o infinito e a incerteza do certo ou errado. Do querer e não querer. A vontade é de fechar os olhos! De ser teletransportado para uma outra dimensão que lhe permita distinguir os opostos. De colocar na balança o que lhe fez prosseguir, ou daquilo que lhe faz fugir. Fugir de tudo que você não tem certeza. A vida é incerta! Mas sei que você pode direcioná-la da melhor ou pior forma. Isso é uma questão de ponto de vista. Você desvia um olhar pensando em proteger, mas acaba destruindo e vice-versa.
Tudo que desejo é que o frio passe... e que o mar não possa apagar as pegadas deixadas.
No dia que apesar de ter um sol lá fora bonito, é frio por dentro e por fora. É rasteiro e lhe deixa pensativo. Você começa a pensar nas suas próprias mortes. Nas pessoas queridas que vão... Nas decisões que podiam ser avaliadas como erradas, outras sem opção... ou sem ter dado opção ao mundo ao seu redor.
São dores... são passos levados pelo mar... é o infinito e a incerteza do certo ou errado. Do querer e não querer. A vontade é de fechar os olhos! De ser teletransportado para uma outra dimensão que lhe permita distinguir os opostos. De colocar na balança o que lhe fez prosseguir, ou daquilo que lhe faz fugir. Fugir de tudo que você não tem certeza. A vida é incerta! Mas sei que você pode direcioná-la da melhor ou pior forma. Isso é uma questão de ponto de vista. Você desvia um olhar pensando em proteger, mas acaba destruindo e vice-versa.
Tudo que desejo é que o frio passe... e que o mar não possa apagar as pegadas deixadas.
Imagem: Retirada da Web. Uma paisagem em algum lugar da Noruega
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sociedade X Segurança: conta difícil!

Já há algum tempo a violência tem tomado grandes proporções em Salvador. Assaltos, sequestros, assassinatos, estupros, policia matando policia, tráfico comandando comunidades, bandidos dominando policiais e por aí vai uma série de absurdos que nos coloca reféns de uma sociedade coagida pela falta de segurança.
A quem devemos culpar? O governo? A própria sociedade? A falta de oportunidades para pessoas que convivem em localidades controladas pelo tráfico? Existem vários questionamentos a respeito, mas todos se limitam a teorias.
Infelizmente existem até opiniões que citam os "Direitos Humanos" como culpados dessa violência desenfreada. Ou seja, estamos até desacreditados de algo que nos pertence. Abdicando-se deles! Tudo isso porque estamos sendo contaminados por ações de bandidos. Bandidos que nos fazem pensar que os Direitos Humanos os defendem ou que servem de “patrocínio” da violência. Inacreditável ainda é ouvir comentário do tipo "Bandido tem que apanhar até morrer!" ou algo como "No Brasil deveria ter pena de morte!". Será mesmo que esta seria a solução? Combater a violência com a própria violência? Não sei!
Uma coisa é certa: o sistema penitenciário precisa ser revisto. Acredito que os presos, mesmo em sistema fechado, deveriam cumprir pena trabalhando para a própria sociedade que ele ajudou a lesar. Por que não criar um programa de educação e profissionalização fazendo com que os detentos construam casas para abrigar grande parte da sociedade que está excluída dela mesma? Ou quem sabe a criação de fábricas de tecidos ou alimentos através de uma política de Governo, nas quais a mão-de-obra seria fornecida pelas penitenciárias para trabalhar em pró da classe mais baixa?
Infelizmente não tenho poder suficiente para mudar o regime de uma sociedade que sofre com a falta de segurança. Mas acredito que podemos questionar e/ou sugerir às autoridades projetos como esses a fim de melhorar a vida de todos nós.
A quem devemos culpar? O governo? A própria sociedade? A falta de oportunidades para pessoas que convivem em localidades controladas pelo tráfico? Existem vários questionamentos a respeito, mas todos se limitam a teorias.
Infelizmente existem até opiniões que citam os "Direitos Humanos" como culpados dessa violência desenfreada. Ou seja, estamos até desacreditados de algo que nos pertence. Abdicando-se deles! Tudo isso porque estamos sendo contaminados por ações de bandidos. Bandidos que nos fazem pensar que os Direitos Humanos os defendem ou que servem de “patrocínio” da violência. Inacreditável ainda é ouvir comentário do tipo "Bandido tem que apanhar até morrer!" ou algo como "No Brasil deveria ter pena de morte!". Será mesmo que esta seria a solução? Combater a violência com a própria violência? Não sei!
Uma coisa é certa: o sistema penitenciário precisa ser revisto. Acredito que os presos, mesmo em sistema fechado, deveriam cumprir pena trabalhando para a própria sociedade que ele ajudou a lesar. Por que não criar um programa de educação e profissionalização fazendo com que os detentos construam casas para abrigar grande parte da sociedade que está excluída dela mesma? Ou quem sabe a criação de fábricas de tecidos ou alimentos através de uma política de Governo, nas quais a mão-de-obra seria fornecida pelas penitenciárias para trabalhar em pró da classe mais baixa?
Infelizmente não tenho poder suficiente para mudar o regime de uma sociedade que sofre com a falta de segurança. Mas acredito que podemos questionar e/ou sugerir às autoridades projetos como esses a fim de melhorar a vida de todos nós.
Imagem (crédito): Mariana P. G.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Saudades eternas
Hoje, se estivesse vivo, meu querido pai completaria 60 anos! Hoje é como reviver tudo novamente: as risadas, os sermões, as discussões, a perda, e principalmente, a saudade. Julho nunca será um mês comum para mim, pois ele me "obriga" a relembrar o nascimento e a morte de uma pessoa que foi muito importante para mim e meus irmãos, sobretudo à minha mãe.A cada dia que passa tenho a certeza de que não fomos criados para dizer adeus, desapegar das pessoas e coisas ou mesmo de se conformar com um mal irremediável que é a morte. É claro que sabemos desde crianças que o ser vivo nasce, cresce, reproduz e morre; mas mesmo sendo uma frase tão simples de entender, nunca estamos preparados para perder um ente querido. Alguns dizem que é da vontade de Deus (e eu não duvido – ainda não perdi a fé... eu acho!), outros falam em destino e nos vêm com uma frase batida: “Sinto muito! Mas você irá superar isso, é a vida!”.
Nada disso cura ou alivia a dor da perda. Acredito que a filosofia de vida que deverámos adotar é não se “apegar” às coisas, e principalmente, às pessoas. Sofreríamos menos!
Vire e mexe você começa a ter lembranças de todo tipo: dos bons momentos, dos momentos em que você não deu tanta importância àquela pessoa ou que deixou de fazer algo por ela (estas são as piores lembranças!). Tive a sorte de ter as últimas lembranças boas dele semanas anteriores ao seu falecimento: alegre, tomando àquela velha cervejinha, contando "causos" e até dançando forró com minha mãe, todo sem molejo. Lembrarei também de suas piadas sem graça, das histórias repetidas que ninguém mais agüentava escutar, de sempre me acordar pra não chegar atrasado no trabalho, de passar minha camisa e do cuidado de me cobrir quando a noite estava fria ou quando eu chegava tarde de uma farra e capotava no sono sem dar importância ao cobertor.
Sei que a dor e inconformismo vão demorar a passar, afinal já vão fazer 2 anos no dia 24 de julho e ainda sinto como se fosse ontem. Sei também que ele estará sempre conosco e com certeza num lugar melhor que esta dimensão em que vivemos.
TE AMO PAI!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Um DVD completo e intimista!
Para quem me conhece de verdade, não é novidade saber que eu sou um grande fã da Ivetona (como prefiro chamar). Essa semana, por exemplo, comecei a ver algumas cenas do seu mais novo DVD - "Pode Entrar", preparado com todo cuidado para os fãs da baiana arretada!Não se trata da Ivete Sangalo dos shows e blocos de carnaval. É a Ivete no seu cotidiano, abrindo as portas da sua casa, expondo suas intimidades e apresentando seus grandes convidados. O resultado? Um trabalho bacana!
É claro que qualquer elogio que seja originado de um fã pode deixar a desejar. No entanto, acredito que até os grandes críticos do Axé irão concordar comigo. O trabalho está impecável, as músicas (novas... o que é importante ressaltar!) foram bem escolhidas.
Qual cena eu mais gostei?! Difícil... Mas adorei o dueto Ivete & Marcelo Camelo em "Teus olhos". Ter dois ídolos cantando juntos é legal, né?!
Dica: Vale a pena adquirir!
Dica: Vale a pena adquirir!
Imagem: Divulgação
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